“Generosidade é a melhor forma de comunicação”

Acabei de ver um vídeo que me emocionou demais…

Trata-se de um comercial Tailandês, que conta a história do dono de um restaurante que sempre ajudou ao próximo e acredita no real sentido da generosidade.

Quando o personagem principal do comercial fica doente, um desfecho inesperado mostra como pequenos gestos no dia a dia podem mudar uma vida. A propaganda é da operadora de telefonia True Move e tem como slogan a frase:

“Generosidade é a melhor forma de comunicação”.

Eu sou adepta desse pensamento. Minha mãe é uma das pessoas mais generosas que eu conheço. Foi ela quem me ensinou que fazer o bem, faz bem. Sou uma pessoa de muita fé e, realmente levo a sério o ensinamento “Faça o bem sem olhar a quem”.

Você não precisa sair por ai distribuindo o seu dinheiro. Não precisa doar todas as suas roupas, calçados e mantimentos. O bem não se faz apenas de coisas materiais. Muitas vezes, tudo o que uma pessoa precisa é de um abraço, de um ouvido, de um olhar de carinho, de uma oração.

Vou dividir com vocês algumas práticas simples, que podem fazer a diferença no dia de alguém:

  • Seja generoso com as pessoas idosas.

Reparo que muitos idosos que sentam ao nosso lado no ônibus e puxam assunto, são pessoas extremamente carentes. Certa vez, após um longo caminho batendo papo com uma senhora, ela me confessou que há dias ninguém falava com ela dentro de sua própria casa. Me agradeceu por eu ter feito ela rir, com o bate papo descontraído que tivemos. Me senti muito bem por ter tirado o meu fone de ouvido e dado atenção a ela.

Dê alguns minutos do seu tempo aos idosos. Principalmente aqueles que convivem com você. Às vezes, aquela conversa de 5 minutos sobre o tempo ou, sobre o governo, vai tirá-lo de seu estado de solidão.

  • Dê bom dia a TODOS os trabalhadores que convivem com você.

Já trabalhei em diversos lugares e, nas grandes empresas, é muito comum ver as pessoas passando pel@s porteiros, copeiras, ascenssoristas, faxineiras – sem dar bom dia. Sem ao menos lançar um olhar a eles. Como se fossem pessoas invisíveis. Um bom dia, um gracejo, uma piada, um sorriso… esse comportamento faz muita diferença na vida de qualquer pessoa. Se o presidente da sua empresa faltar, poucas pessoas vão notar, mas se a copeira faltar, não vai ter cafezinho e você VAI sentir sua ausencia, assim como sentiria a ausência da faxineira, porque o trabalho delas não é menos importante do que o seu, ok?

  • Brinque com as crianças.

Deixe boas lembranças aos seus filhos, sobrinhos, afilhados. Dedique um tempo para eles, solte-se. Se abra à criança interior. Faz bem pra alma.

  • Seja voluntário em algo pelo menos uma vez por mês.

O mundo está cheio de oportunidade para o voluntariado. Você pode participar de grupos que entregam comida a quem mora na rua, pode visitar asilos para bater um papo com quem não recebe mais visitas dos parentes, pode ir brincar com as crianças que moram em abrigos, pode ensinar alguém a ler, pintar, decorar, fazer planilhas, etc… pode ajudar alguém a realizar um sonho, enfim… não falta trabalho para quem está disposto a ser útil.

  • Perdoe.

Percebi que a maior parte da falta de paz que tive na vida, foi causada pelo desassossego da mágoa. Perdoar é libertador.

  • Peça perdão a alguém que tenha magoado.

Se perdoar já é bom, ser perdoado é ainda mais libertador. Livre-se do orgulho. Assuma seu erro e peça desculpas.

  •  Respeite quem te ama.

Pense sempre em você e no seu bem estar, mas tente não ferir as pessoas super-protetoras que encontrar pelo caminho. As vezes os pais, amigos ou até, cônjuge, tenta te dizer o que é melhor para você. Mas sabendo que o que te fará feliz não está de acordo com a aprovação dessas pessoas, siga em frente sem culpa. Faça o que quer fazer. Mas lembre-se de não agredir as pessoas que pensam diferente de você. As vezes, eles não estão preparados para o que você se sente preparada, entende? :)

  • Faça o bem sempre que tiver oportunidade.

Procuro fazer sempre o que está ao meu alcance para melhorar a vida de quem tropeça na minha… gosto da sensação de ser importante e me sentir útil a alguém.

O bom de fazer o bem, é que o universo sempre lhe devolverá o fruto de acordo com o que planta hoje. Por isso eu gostei tanto desse vídeo. Me emocionei e fiquei inspirada a escrever esse post. Espero que gostem!

Enjoy!

Beijinhos,

Cíntia Milanese

Exerça a elegância desobrigada

Esses dias eu li um texto no blog do Marcelo Abrileri que iniciava assim:

“Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: A elegância do comportamento.É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.É uma elegância desobrigada.

Puxa, eu achei esse texto de uma sensibilidade… e resolvi compartilhar essa introdução, para ilustrar melhor o relato a seguir: 

Meu marido é uma das pessoas mais elegantes que conheço… não no sentido de se vestir ou falar (nesse quesito ele é um ogro. Do bem, claro! rs). Mas estou falando de elegância de comportamento!

Ontem, estávamos tendo uma conversa referente à separação de seus pais (que foi bem turbulenta e sofreu ausência total de elegância, principalmente em relação aos sentimentos dos filhos).

Mesmo chateado com a situação e não querendo tomar partido de nenhum dos dois, admiro muito sua grande paciência de se colocar como ouvinte sem dizer uma palavra referente ao seu desconforto diante da situação, simplesmente para não magoá-los ainda mais…

Não estou sugerindo que deveríamos engolir sapos e não falar dos nossos sentimentos, mas é que vejo esse cuidado/zêlo, como um traço marcante de sua delicadeza com os sentimentos alheios. Ele poderia muito bem ter tido um impulso de dizer algo do tipo: “Foda-se! Eu não quero saber de NADA. Não quero me envolver em nada disso, estou sofrendo também, então, me deixem em paz!” – Mas, não faz isso. Pelo contrário, mesmo discordando, ele ouve pacientemente, deixando sua dor de lado, para confortar.

Observando tudo isso, cheguei à uma conclusão: meu marido é super requisitado em tudo, sempre muito querido, porque ele não pisoteia os sentimentos dos outros.

Despeço-me deixando para vocês, uma das músicas com tema “separação”, mais triste e linda que já ouvi…

Abrace a Gentileza e o Bom Senso!

Esta semana voltei à mesma rotina que tinha antes de perder meu emprego: ônibus lotado, metrô cheio, trens atrasados, pressa, correria, sono, falta de tempo, enfim!

Contudo, devido a vigilância da minha autoestima, ando prestando mil vezes mais atenção ao meu comportamento em relação aos fatos e as pessoas diariamente. Mas, também presto atenção em tudo e todos que estão à minha volta e o que vejo, não é nada agradável!

Onde está a gentileza das pessoas?

Tudo o que vejo pela manhã, são pessoas estressadas, com cara feia, prontas para descontar suas frustrações no primeiro que aparece…
Eu não consigo usar bolsa comum. Ando de mochila, pois desta maneira, facilita para carregar tudo que preciso: Meu livro (companheiro à caminho do trabalho), marmita, blusa de frio, guarda-chuva, material de trabalho, enfim… PESA DEMAISSSS!

O que me deixa indignada é que raramente há alguém que se ofereça para segurá-la. 
Gente, eu não consigo ficar sem fazer nada quando vejo uma pessoa com sacolas, bolsa ou mochila, fazendo malabarismos no ônibus para não cair… Não tenho a mínima coragem de desrespeitar idosos e grávidas na condução, fingindo que eles não estão lá enquanto fico sentada… Tão pouco empurrá-los para me apossar do elevador preferencial. É desonroso, desrespeitoso e vergonhoso demais!

Linha 04 – Amarela do Metrô em Horário de Pico

Infelizmente, é o que ando vendo todos os dias. Triste mesmo… 

Isso porque não mencionei ainda, aqueles cidadãos que jogam absolutamente TUDO o que é lixo, na rua ou em qualquer lugar… Vi hoje uma moça limpando a bolsa dentro do metrô. Acreditem: ela deixou toda a sujeira espalhada no banco do trem!

 
Como é possível não se abalar diante de tudo isso?

Vou responder essa pergunta com uma pequena reflexão que acho maravilhosa!
Um índio velho descrevia seus conflitos interiores:
“Dentro de mim, existem dois lobos. O lobo do ódio e o lobo do amor! Ambos disputam o poder sobre mim.”
Alguém que ouvia, questionou: “E qual Lobo vence?”
O velho índio parou um momento, refletiu e respondeu: “Aquele que eu alimento!”
Fé em Deus e pé na taba!